sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Amarrado Soneto - Duro de rima



Só é valido
o meu eu presente.
Sou eterno momentaneamente ,
aa forma inerente como lido;

Neste – A mim acrescido
que não vê esta gente.
O alheio sempre diferentemente,
adequando-me a este rótulo incabido;

Julgo ruim a idéia única perpétua,
torna-me o mesmo sempre.
É epidemia esta maldição;

Sucumbir vai, a opnião tua.
que este tu realmente me adentre
e por fim, minha especificidade tenha admissão.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Boa Gente!

Apaziguando tudo o que a ele for.
Renovador de matéria.
Ingrenagem perfeita para que o ciclo se propague
Para que tudo metamoforseie novamente;

Modifica, salva, aviva e reaviva. Se dá para a paz comum. Morre.
Doando seu esplendor, remindo toda a vida;

Sr. Fogo Cristo, messias eterno da natureza.
Fogo
fogo
fogo
tire daquilo a carga de dureza
Nasce
Restitui
E morre
Banha-nos de tua pureza.
Este senhor é meu rei,
mesmo o ar sendo meu dono;

Mergulhar-me-ei no teu calor supremo
Ficarei momentaneamente salvo;

A experiencia então virá a mim
Serei então, um cometa e uma grande calda...
E após trocentos anos novamente me atrairá.
E eu prometo ir a tu, com o perdão esperado;

Fogo umbandista
reencarnacentista.
pós e pré vida,
meu Deus.
Enquanto o mundo gira dentro deste, este está dentro do que está queimando.;

Abruta-flor que queima.
fogo, tudo;

Borralho puro!
Que não pode virar fogo.
Mas a ele retornará

Novamente Sombra

Da maldita missão
da presente mistificação.
O indevido rumo
que traz o librianismo à tona ;

O meu medo do perpétuo
medo da convicção da profecia;

Esses pseudo destinos são constantes
coisas para além do que quero ser;

E o exacerbo acontecendo,
demasiada demanda.
Não sou a potencia da magia de meu pai e minha mãe;

Apenas o que traz o craque,
preparador de terrenos para um genial poeta.
Um generalista fútil sonhando com o especial.
Que também sonha com a perfeição definida por papai.

Os Assis,
Os Babus.
O coqueiro e não obus.

Metáfora do Fado

E com os cílios grudados
invisível vida;
O exaustivo forçar do abrir ou do tentar
tendo no vão da admiração;

E aquela agonia...
o ouvindo atentando ...
e o nariz pinicando... 
o olhar impossível;

O olhar enxerga, ou é capaz
Mas essa nova ou momentânea conduta que se tem às pálpebras
tornou uma visão...: da negritude, do avermelhado...;

E agora, não ei de fazer ou ver
com estes cones ferrados desde o amanhecer...
Ferrados pelo seu superior
mas não por incompetência;

Como a desgraça de Gregor.
O rato, e a pata congelada.
Bia, e a inevitável dificuldade.
Um lobisomem inconsciente... Expurgando patada.

Fadado.
Como no transtorno.
Como nas páginas detrás.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O Retrato Desbotado


Da mesma forma que aconteceu com as mulheres e também com certa parte dos negros. No caso das mulheres, pelo fato de que por muito tempo foram vistas e tratadas como submissas, sendo obrigadas e ensinada pelos homens a servirem-nos, tornando-as oprimidas e dominadas (machismo), e no caso dos negros, pelo fato de que foram vistos como inferiores, e condicionados a servirem os brancos ou de raça pseudo superiores (racismo). Aqueles que desde que nasceram se tornaram submissos e foram submetidos ao estado de submissão a vida toda, estão, mesmo que em estado de sofrimento, estabelecidos e calados em sua posição. Isto pelo fato de que até então desconhecem outra forma de vida ou tratamento. O mesmo acontece com aquele que está acima, o soberano, que detém o domínio, estes também estão estabelecidos e calados em sua posição de liberdade, e mesmo que estando errados, não tem culpa (até então). Passam a ter culpa a partir do momento que atingem o estado de consciência e não fazem nada para mudar. Quanto um quanto o outro foram condicionados a tal circunstancia/situação/posição por um conjunto de acontecimentos.
Nisso, quero introduzir a escola. A hierarquia da escola baseia-se nisso. No caso, os estudantes estão de submissos, e os professores/diretores/coordenadores estão de soberanos, então, nesse universo da escola, os estudantes e os demais, estão condicionados (por algo, algum, coisa ou nada) a serem dominados e dominarem. Na escola, isso é absolutamente visível, não importa o quanto um professor humilhe um aluno, ele abaixará sua cabeça e pedirá perdão por extravasar um pouco na sua condição de submisso, e foi mais ou menos assim que aconteceu com as mulheres por exemplo. A escola é simplesmente uma amostra em tamanho reduzido das opressões, vamos dizer assim, maiores. Retratando sutilmente a racismo e o machismo.
Acontece que pelo fato de evoluirmos, chega uma hora que acordamos, conseguimos sair dessa Matrix, desse paradigma com o qual nos acostumamos a vida toda, e vemos que tem algo errado nesse sistema que gerações morreram presos e cegos. E a partir do momento que acordamos, aí começa a luta (e não acabará tão cedo).
Os estudantes passaram milhares de gerações tapados pelo estabelecido, e já passou da hora destes acordarem e lutarem. A ascensão dos estudantes começou, e agora, precisa-se mudar esse sistema.
Assim, está acontecendo com as mulheres, com os negros, e assim acontecerá com o ensino das escolas.

Jesus, Lázaro, Goku, kenny, Dagomé…



Estávamos na L2 sul. Priscila, devana, meu pai e eu, a pé, indo pro Retiro Assunção.
Meu pai estava à frente do bando, ordenando a caminhada, Priscila pouco atrás, e por fim, eu e devana, meio dispersados, bem mais distante deles, conversando sobre a revista traço e sobre música, ele dizia que estou enrolando demais para ver ‘Led Zeppelin: The Song Remains The Same’, que seria uma das coisas mais belas que veria em toda minha vida.
Eu e Devana apressamos o passo, ao tempo em que papai e Pri atravessavam a rua. E nesse momento que o desespero ocorreu a todos, eu não vi direito, apenas escutei o barulho da batida, PUFFF, “tá porra maninho!!!”, a única coisa que devana disse, e quando olhei para a pista, vi meu pai estirado no chão, desmaiado. Priscila chorando e gritando em cima de seu corpo, o motorista desnorteado, e eu e devana correndo freneticamente para alcançá-los. Quando alcançamos, pegamos papai no colo, botamos no carro do atropelador e o levamos para o hospital (tudo isso ao som dos berros de Priscila), eu estava pasmo, mas falava pros meninos: “acalmem-se, ele vai sobreviver...”
Ao chegarmos no hospital, não me lembro de mais nada, como se estivesse dormindo durante as longas horas que sei que passamos lá.
Até que entramos na sala em que papai estava. Eu, devana e Priscila. Demasiadamente nervosos e preocupados. vi que papai tinha morrido, todos ali sabiam, mesmo que sem uma do médico. Dagomé estava morto. Ainda não tínhamos compreendido o acontecido, não tínhamos completado a ligação. Absortos, olhávamos pra papai.
Levamos o corpo de Daguma para casa, estava dentro de um plástico amarelo, tiramos ele de dentro do saco e o botamos no sofá da casa de Binho (Binho tinha deixado a porta aberta, estava junto com Bia e Josa buscando mãe no trabalho).
 Sentamos em volta do corpo de papai, devana tocavam suas musicas em meio à poucas lágrimas. E eu escutando ‘Bola Azul’, chorava demasiadamente, mas o choro não me satisfazia como expurgador de tristeza. Priscila no mesmo estado...
Colocamos papai na cama do Binho e fomos pra sala, todos nós (com exceção de papai, é claro), devana estava esparramado no sofá, como que guardando suas lágrimas pra quando estivesse só. E ficamos nessa por horas.
Até que resolvo voltar e vê-lo novamente (pela última vez, não o veria novamente após aquilo, era minha despedida, logo seria enterrado), e ao chegar à cama, sento do lado de meu pai. De repente, não mais que de repente meu pai abre os olhos, como quem acorda de uma noite de sono. Eu absolutamente nervoso, admirado, boquiaberto...
- Pai, eu te amo!
- Zeca meu filho, eu ressuscitei! Eu venci Deus, ultrapassei Jesus...
SPLASHH BOOM!!!, os bombardeios de Criminal Minds às quatro da manhã.

Na Mesma Fossa Escassa

Por que em mim
isso vem sempre em demasia…???
exacerbo
que a ascendência não controla;
Gostaria muito
de que fosse real
a-o que passo…;
A água agora está muito na base
na base dos meus cones
a chuva deles cairá;
O calor dos meus olhos
por muito tempo perpetuou
temo eu
a hora que esfriar;
Mais do que mar cairá
de, e diante dos meus olhos
escasso ficará todo o estoque que guardei;
Porque em mim;
demasia tudo
em grande acervo
algoz;
Declamo agora
diante de minha alma
que desabou;
E prometo diante do futuro,
que chegou o tão esperado Caos;
Espero eu que mude agora…