quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Metáfora do Fado

E com os cílios grudados
invisível vida;
O exaustivo forçar do abrir ou do tentar
tendo no vão da admiração;

E aquela agonia...
o ouvindo atentando ...
e o nariz pinicando... 
o olhar impossível;

O olhar enxerga, ou é capaz
Mas essa nova ou momentânea conduta que se tem às pálpebras
tornou uma visão...: da negritude, do avermelhado...;

E agora, não ei de fazer ou ver
com estes cones ferrados desde o amanhecer...
Ferrados pelo seu superior
mas não por incompetência;

Como a desgraça de Gregor.
O rato, e a pata congelada.
Bia, e a inevitável dificuldade.
Um lobisomem inconsciente... Expurgando patada.

Fadado.
Como no transtorno.
Como nas páginas detrás.

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