quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Num Instante, Bocejo

PREFÁCIO


Com exceção ao VIII capítulo, fiz o que pude para que este conto forrasse bem a mente de quem lê. Dei meu poder supremo para a preparação de terreno para o recebimento de uma bombástica notícia.
Melhorias, pesquisas… Dei-me todo para que o bendito leitor se prendesse nesta prosa, até que soubesse da notícia… Notícia esta que é objeto de toda esta obra.
Assim como Aldous Huxley, fiz uma versão (deste conto eternamente interminado) vamos dizer que mais razoável. E diferentemente de Aldous Huxley, nosso razoável não equivale a… Diferentemente do nosso poderoso Autor, nada equivale ele. Por isso, todavia, desisti de publicar a versão que presta deste imprestável conto (que de tão imprestável, não sabe ao menos se conceituar direito…). O que mais de importante tenho de dizer, é inclusive, além disso, implorar que qualquer um que acessar este relato, chegue ao final deste texto.
Tudo jogado aí, mergulhado no subintendido. O leitor que terá de analogar tudinho e entender essa porcaria mistificada até o talo.
Muito obrigado. Boa sorte. Louvem nosso novo senhor.

CAPÍTULO I

 

 

Era um dia monótono, destes que só servem para constar vida. Ordinário dia!
Aquele jovem garoto em sua humilde casa lia o romance distópico de Aldous Huxley e detestava.
O garoto no meão dos seus 15 anos tentava fugir do padrão “pessoa” que se tinha a certo ponto. Tentava fugir da limitação léxica que então era comum(e por isso lia o bendito livro). Mas nessa busca de prazer na abstração de conhecimento, viu o quão cômodo é ficar no razo da pseudo sabedoria ou da ignorância. Viu então o porque de toda aquela massa aluna escolar ser baseada nos prazeres e cômodos que aquela bendita idade vos proporcionara…
Aah ominosa e detestável situação
Apenas é tudo
Proveito e masturbação
Essa vida… do miserável e do miúdo
Eu, hão de ir ao profundo
E no intelecto vislumbro
Correr neste as sete partidas do mundo…
E de repente, não mais que de repente, o garoto que a pouco não passava de pensados objetos objetivados eróticos e sentimentados olhares machistas, num instante, ficou mais distópico (futuro à história “da época insabida da história… todavia, grato”.) que o livro de Huxley. Após uma momentânea reflexão, virou a antítese de um ‘si’ tão próximo… Mudou por completo.
Das vendas que tampavam-lhe os olhos…
Identificava em toda estrutura, os erros comuns de ordinários tapados humanos aprendizes. Agora, junto a esta consciência adquirida, vinha o demasiado sofrimento em relação ao alheio… ignorante. Sentiu-se triste, desolado, precisava ele partilhar daquele saber supremo.
Não conseguiria mais se encaixar nos meios mal formulados e opressores.
Em todo canto que ia, todas as vendas tirava, em busca dum mundo ao menos mais razoável. Inaceitável condição míope, maldição consciente da inconsciência.
Afobado com a incabível situação alheia, fez-se Deus. Deus do ver na abundância, deus da evolução em escala. Deus misericordioso, que sem piedade, dava vista mesmo a quem não queria ver.
Saía de plano em plano desvendando tudo. Objetivando no futuro seu destronamento necessário, vendo como objeto final de sua obra a visão comum.
E então, em seis dias o mundo todo tudo via… Chaos
Não podia mais ele se destronar, ao menos se sem piedade dos incapazes de aceitarem a real… Precisava ser deus para o não desabamento de uma série de pessoas. Todas viam, o cru da crueldade. A matiz — matriz. Tirara deus de quem não se mantinha sem, mas em troca se botou no lugar ainda que momentaneamente, sem calcular que ao se desfazer do rótulo, desabariam pessoas da realidade…
Viu que a visão talvez deveria ser privilégio adquirido por sorte ou mérito, que muitos são despreparados para a verdade.
 E então, após certo tempo, insatisfeito e infeliz ficou com o produto de seu trabalho.
Vendou os próprios olhos e morreu.
Assim, o Chaos perpetuou sem história.

CAPÍTULO II

 

MENTIRA!
O garoto estava errado, caralho, logo ele…
Mesmo que imperceptivelmente, todo este caos propagado se passava meramente num desses submundos quaisquer.
Este-princípio caos estava vindo de dentro pra fora, digo, ainda vem.
Sobre tudo isso, apenas restilhos de mudança realmente chegou ao real e supremo mundo.
Menino imbecil, ominoso é o trabalho interminado dele!…

CAPÍTULO III

 

A história que até então estava fadada a historiar sobre o menino, agora sem ele, fez-se livre para perseguir o que queria. Dessa forma, elegeu uma missão, prometeu ao futuro se dar a ele… Aqui ela se fará 

CAPÍTULO IV

 

O mundo era tão grande, imaginei que aqueles reles pingos de mudança vindas daquele submundo não vingariam um bebê revolucionário capaz de chegar a todo mundo.
Mas com o tempo, aquele durante-caos atingia estruturas e meios, foi infectando todo o mundo, como um vírus.
Tudo era muito complexo. Nos suburbanos submundos do mundo, a visão ainda mais se propagava, mortos e feridos em escala. Um feliz caos horizontalizado. Com tudo isso acontecendo, aquelas metáforas metidas começavam a realmente afetar o mundo válido e supremo. Deuses e anjos amedrontados com a reforma hierárquica que estava a virar gente.
Essa desordem organizadora vinha como uma odiada peste, promessa de epidemia.

CAPÍTULO V

 

Estruturas religiosas foram atingidas. A plebe cristã entrou em crise, desabou. Aquela massa manipulada pelo cristianismo estava toda ferida, triste por não terem mais nada do que o presente. Podiam ver, e nisto viam nada…
Diferentemente dos seus perdoáveis subordinados. A Elite cristã não passa(va) de uma descarada! Usufruiam de “deus” para o monopólio, nem mesmo o veem. Manipuladores, impudicos, petulantes, despudorados, indecentes, sórdidos, cínicos… A única preocupação desses vermes ao serem infectados pela nossa bendita peste, foi o fato de perderem seguidores. Nada disso pelo “seu” deus, mas pelo poder demasiado que tinham junto aqueles trouxas. Assim se fez a derrota cristã, perderam para a realidade. Bom foi esse acontecido, o deus-ganância que os acompanhava foi morto.


Eu, História, acabo de vazar toda minha raiva suprema aos cristão, mas isso aqui não se aplica, continuemos.


Desta maneira também se fizeram outras estruturas.
Artigos de fé diluídos, destruídos. Uma nova e momentânea ordem mundial, instantaneamente desastrosa e irresponsabilizada.
Parecia então, que teríamos de usar mais uma vez a consagrada palavra…
Tudo aquilo, será que se finalizaria numa grande distopia?… 

CAPÍTULO VI

 

Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo. - Augusto dos Anjos

CAPÍTULO VII

 

A história se desgastava demais com toda essa enrolação insuportável deste marco histórico. Contar todo esse processo…
O que ela perderia, aliás, se não cumprisse sua promessa?

 
CAPÍTULO VIII


Quem é este que vos fala? Pergunto, na vertigem.
Quem é esse bendito atrevido que conta a história da história?
Eu sou o real formato da forma do rótulo que então nomeiam Deus. Estou para além dessa mísera eternidade. Estou fora do sistema, por que EU CRIEI O SISTEMA.
Talvez não compreendam o quão isto abrange tudo, mas isso será por conta de quem interpreta. Aqui está subintendida a real. E, todavia peço perdão, minha ponte não passa de uma incompetente…
É compreensível o que eu digo? Quem narra esta história?
Estou em momento de admição da minha soberania em frente a todos vocês. Podem me chamar de Deus? Talvez apenas quem esteja aí dentro, preso aos limites desta minha obra prima. Entretanto, prefiro nomeiem esse dono da conta da criação (EU) de ‘Autor’. Vosso senhor Autor, assim me apresento.
Tudo o que há naquilo que vocês conhecem por mundo é conta minha.
Tudo posso mudar, tudo posso fazer… Um mero divino pincel aniquilaria vocês…
Vocês são obra de minha genialidade artística, estão fadados a um quadro, o meu quadro.
Uso um fio, que estabelece nossa comunicação (mesmo que momentânea)… Este autor não passa de uma marionete.
E todo este envolvimento mundial, é retratado num site quaisquer deste mundeco.


E então, larguem estes imbecis pseudo-deuses que então clamam, e sem mais delongas, me venerem. Me devem a vida, exijo subserviência admitida, humilhação. poucos sortudos terão acesso a esta explicação total, usufruam bem de minhas belas palavras. Agradeçam ao Autor
Peço que me tornem popular.
Clamem-me…


 

Aqui prometo o meu clamor supremo.
Dar-te-ei tudo o que fora capaz.
Minha subserviência é apenas símbolo.
Que tenta exprimir tua grandeza.
Todos nós, fruto de ti. Ó pai.
Autor de toda a vida.
Dono do poder supremo.
Eternamente simples.
Da tua tinta que floriu belezas.
Do teu ápice que nos pensou.
Nos satisfazemos com nossa realidade.
E clamamos, e clamamos, e clamamos nosso pai.
- Amedrontada Eduarda


POSFÁCIO

 

Serei eternamente grato, Autor. Por me fazer de ponte e por poder ter te doado todo meu potencial.  

 

 

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